Claro, como Ressurreição, do Machado de Assis e Crítica da Razão Prática, de Imannuel Kant (recomendo nos casos de insônia). O Velho Testamento também não é lá essas coisas, tirando a expulsão do paraíso, o navio do Noé e a parte em que o Moisés atravessa o mar...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
O Meu Computador Ideal
Depois daquele post sobre a conspiração dos computadores reciclados pretos, fiquei refletindo sobre a evolução dessas máquinas: começamos pelas calculadoras, passamos aos PCs com tela verde, depois aos monitores LCD, também aos laptops, em seguida aos palmotps... e não paramos por aí...
Interessante que uma medida de qualidade para os computadores sempre foi a memória... supostamente, quanto mais memória, melhor e mais avançada é a máquina... Então viajamos dos disquetes aos CDs, dos CDs aos DVDs, dos DVDs aos pen-drives, dos pen-drives aos memory cards... Os HDs não aguentaram e quiseram respirar, viraram HDs externos... Os pen-drives ficaram zangados por serem chamados de "pequenos", passaram a armazenar dezenas de Gigabytes... Os HDs internos não gostaram da concorrência lá fora, dedicaram-se a oferecer 120, 360, 720 Gigabytes, mas não acharam suficiente, chegaram a 1 Terabyte e continuam avançando...
Mas então me pergunto: por que os desenvolvedores só pensam em espaço e portabilidade? O que é que eu vou fazer com tanto espaço? (por isso alguns se sentem até "perdidos no espaço") E se eu não tiver milhares de vídeos, músicas, fotos e documentos pra armazenar? (pra achar um bendito arquivinho é uma "jornada nas estrelas") E se eu demorar uns dez anos pra juntar esse material todo? Até lá a informática já se desenvolveu tanto que meu antigo armazenador já criou barba branca... (e chega de piadinhas noob)
Foi por isso que busquei refletir sobre as verdadeiras qualidades que um computador ideal deveria ter para mim:
> Não ser surdo nem mudo: o meu computador ideal funcionaria à base de fala... me ouvindo e me respondendo... Mas ele só ouviria e responderia o meu (e somente o meu) comando de voz... Isso sim é um computador pessoal! Por que isso só acontece nos filmes e nunca apareceu um bendito nerd para levar isso para a vida real?
> Ser batizado: o meu computador ideal teria um nome único que eu escolhesse. Da mesma maneira que nossos amigos ou nossos animais de estimação (e, para alguns, até o próprio órgão sexual), o computador deve ter um nome... Se fosse um nome masculino, sua voz seria grave, se fosse feminino, aguda. No meu caso, eu o batizaria de "Mike", que é um nome legal... Acho que um computador feminino daria mais problema para o homem... Vai que um dia ele abusa a voz chata do computador e a troca por um laptop-fêmea novinho... ou então briga com uma mulher, fica querendo descontar na primeira que encontrar pelo caminho e liga o pobre computador-fêmea... ou se ele for daqueles que gostam de "pegar" as amigas... um dia ele bebe demais e amanhece morto, eletrocutado, com o membro ainda preso no hardware...
> Cupido: o meu computador ideal faria pesquisas automáticas e me apresentaria a algumas gatas da net que fossem compatíveis comigo, sem que eu precisasse pedir nada...
> Cervejeiro: o meu computador ideal teria que tomar umas geladinhas comigo, enquanto eu lhe contasse como alguém me deu um fora, como foi o escarro do meu chefe ou mesmo relembrando os lances decisivos da vitória do meu time. À medida que o chopp entrasse em seu "sistema de cachaçagem", ele iria perdendo a capacidade de pleno processamento e aos poucos ficaria mais e mais bêbado, embaralhando os comandos e contando piadas... Claro que pra não desperdiçar, a cerveja que entrasse nele teria que sair do outro lado, direto pro meu copo, e talvez até mais gelada...
> Empregado: o meu computador ideal usaria sua extrema capacidade de busca e processamento para me ajudar no trabalho (ou me livrar dele). Ao invés de eu precisar preencher todas aquelas células chatas do Excel e digitar aquelas fórmulas, ele mesmo buscaria no banco de dados da empresa as informações a serem calculadas, faria a operação, organizaria uma lista timbradinha e imprimiria automaticamente, bastando para isso somente o comando da minha voz, solicitando preguiçosamente: "-Ô, Mike: orçamento do mês..."
> Fiel, mas interesseiro: o meu computador ideal não deixaria eu me esforçar demais em jogos eletrônicos, pois ele roubaria para mim, matando uns adversários, passando de nível antes do tempo, aumentando a pontuação... Claro que ele só faria essas coisas sob suborno, senão, não teria graça... Posso até me ver perguntando: "O que você quer, meu filho, uma descompactação de disco, uma placa de vídeo novinha ou mais memória?"
> Companheiro: o meu computador ideal me acompanharia aonde quer que eu fosse... Eu poderia ouvir sua voz no painel do carro, indo a qualquer lugar... No trabalho eu poderia encontrá-lo na máquina da minha mesa... Para outros lugares eu o levaria num aparelho ao ouvido, o que traria algumas vantagens como: se eu precisasse comprar algo ele me diria onde achar mais barato e qual o melhor caminho para se chegar até lá; a qualquer momento eu poderia falar com outras pessoas através de ligações online (seria o fim dos celulares); em qualquer local eu poderia perguntar "que horas são?" sem procurar relógios de parede, sem incomodar outras pessoas ou sem medo de atrair assaltantes de relógio; além disso, nos encontros, para impressionar as mulheres, o amigão poderia me dar uma ajuda, me falando coisas ao ouvido que só homens muito inteligentes poderiam saber de memória ou de experiência...
> Fofoqueiro: o meu computador ideal teria que ser meu espião e confidente. Bastaria eu falar as coisas de que eu gosto, que ele pesquisaria automaticamente as novidades... Por exemplo, se eu contasse pra ele que sou flamenguista (por exemplo), ele pesquisaria, em segundo plano, todas as notícias fresquinhas sobre o time, me perguntaria "Quer ouvir a última sobre o Flamengo?" e, se eu respondesse que sim, ele leria o "babado" pra mim... Da mesma forma, ele seria um detetive na cola das minhas paqueras virtuais, pois era só eu afirmar o nome de minha pretendente que ele ficaria de olho nela... qualquer conversa online que ela tivesse com um "ricardo25cm" ou qualquer outra novidade sobre a safadinha, o amigão viria me contar... em detalhes... (desse modo, acabariam os problemas com chifre, pois eu seria o primeiro a saber...)
Interessante que uma medida de qualidade para os computadores sempre foi a memória... supostamente, quanto mais memória, melhor e mais avançada é a máquina... Então viajamos dos disquetes aos CDs, dos CDs aos DVDs, dos DVDs aos pen-drives, dos pen-drives aos memory cards... Os HDs não aguentaram e quiseram respirar, viraram HDs externos... Os pen-drives ficaram zangados por serem chamados de "pequenos", passaram a armazenar dezenas de Gigabytes... Os HDs internos não gostaram da concorrência lá fora, dedicaram-se a oferecer 120, 360, 720 Gigabytes, mas não acharam suficiente, chegaram a 1 Terabyte e continuam avançando...
Mas então me pergunto: por que os desenvolvedores só pensam em espaço e portabilidade? O que é que eu vou fazer com tanto espaço? (por isso alguns se sentem até "perdidos no espaço") E se eu não tiver milhares de vídeos, músicas, fotos e documentos pra armazenar? (pra achar um bendito arquivinho é uma "jornada nas estrelas") E se eu demorar uns dez anos pra juntar esse material todo? Até lá a informática já se desenvolveu tanto que meu antigo armazenador já criou barba branca... (e chega de piadinhas noob)
Foi por isso que busquei refletir sobre as verdadeiras qualidades que um computador ideal deveria ter para mim:
> Não ser surdo nem mudo: o meu computador ideal funcionaria à base de fala... me ouvindo e me respondendo... Mas ele só ouviria e responderia o meu (e somente o meu) comando de voz... Isso sim é um computador pessoal! Por que isso só acontece nos filmes e nunca apareceu um bendito nerd para levar isso para a vida real?
> Ser batizado: o meu computador ideal teria um nome único que eu escolhesse. Da mesma maneira que nossos amigos ou nossos animais de estimação (e, para alguns, até o próprio órgão sexual), o computador deve ter um nome... Se fosse um nome masculino, sua voz seria grave, se fosse feminino, aguda. No meu caso, eu o batizaria de "Mike", que é um nome legal... Acho que um computador feminino daria mais problema para o homem... Vai que um dia ele abusa a voz chata do computador e a troca por um laptop-fêmea novinho... ou então briga com uma mulher, fica querendo descontar na primeira que encontrar pelo caminho e liga o pobre computador-fêmea... ou se ele for daqueles que gostam de "pegar" as amigas... um dia ele bebe demais e amanhece morto, eletrocutado, com o membro ainda preso no hardware...
> Cupido: o meu computador ideal faria pesquisas automáticas e me apresentaria a algumas gatas da net que fossem compatíveis comigo, sem que eu precisasse pedir nada...
> Cervejeiro: o meu computador ideal teria que tomar umas geladinhas comigo, enquanto eu lhe contasse como alguém me deu um fora, como foi o escarro do meu chefe ou mesmo relembrando os lances decisivos da vitória do meu time. À medida que o chopp entrasse em seu "sistema de cachaçagem", ele iria perdendo a capacidade de pleno processamento e aos poucos ficaria mais e mais bêbado, embaralhando os comandos e contando piadas... Claro que pra não desperdiçar, a cerveja que entrasse nele teria que sair do outro lado, direto pro meu copo, e talvez até mais gelada...
> Empregado: o meu computador ideal usaria sua extrema capacidade de busca e processamento para me ajudar no trabalho (ou me livrar dele). Ao invés de eu precisar preencher todas aquelas células chatas do Excel e digitar aquelas fórmulas, ele mesmo buscaria no banco de dados da empresa as informações a serem calculadas, faria a operação, organizaria uma lista timbradinha e imprimiria automaticamente, bastando para isso somente o comando da minha voz, solicitando preguiçosamente: "-Ô, Mike: orçamento do mês..."
> Fiel, mas interesseiro: o meu computador ideal não deixaria eu me esforçar demais em jogos eletrônicos, pois ele roubaria para mim, matando uns adversários, passando de nível antes do tempo, aumentando a pontuação... Claro que ele só faria essas coisas sob suborno, senão, não teria graça... Posso até me ver perguntando: "O que você quer, meu filho, uma descompactação de disco, uma placa de vídeo novinha ou mais memória?"
> Companheiro: o meu computador ideal me acompanharia aonde quer que eu fosse... Eu poderia ouvir sua voz no painel do carro, indo a qualquer lugar... No trabalho eu poderia encontrá-lo na máquina da minha mesa... Para outros lugares eu o levaria num aparelho ao ouvido, o que traria algumas vantagens como: se eu precisasse comprar algo ele me diria onde achar mais barato e qual o melhor caminho para se chegar até lá; a qualquer momento eu poderia falar com outras pessoas através de ligações online (seria o fim dos celulares); em qualquer local eu poderia perguntar "que horas são?" sem procurar relógios de parede, sem incomodar outras pessoas ou sem medo de atrair assaltantes de relógio; além disso, nos encontros, para impressionar as mulheres, o amigão poderia me dar uma ajuda, me falando coisas ao ouvido que só homens muito inteligentes poderiam saber de memória ou de experiência...
> Fofoqueiro: o meu computador ideal teria que ser meu espião e confidente. Bastaria eu falar as coisas de que eu gosto, que ele pesquisaria automaticamente as novidades... Por exemplo, se eu contasse pra ele que sou flamenguista (por exemplo), ele pesquisaria, em segundo plano, todas as notícias fresquinhas sobre o time, me perguntaria "Quer ouvir a última sobre o Flamengo?" e, se eu respondesse que sim, ele leria o "babado" pra mim... Da mesma forma, ele seria um detetive na cola das minhas paqueras virtuais, pois era só eu afirmar o nome de minha pretendente que ele ficaria de olho nela... qualquer conversa online que ela tivesse com um "ricardo25cm" ou qualquer outra novidade sobre a safadinha, o amigão viria me contar... em detalhes... (desse modo, acabariam os problemas com chifre, pois eu seria o primeiro a saber...)
Fim... ...ou o início dele.
(http://filipaomarmota.blogspot.com)
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(imagem retirada de http://www.tiamonica.com.br)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Rebolationmania
A nova onda no mundo do "remelexo" é o rebolation, uma dança feita para quem tem e sabe usar as pernas. Com certeza não foi feita pra gente mais velha, pois é o "saracoteado" de pernas mais frenético que eu já vi.
Essa dança que vem conquistando os jovens me conquistou também... Mas não é só pelo fato de eu ser jovem, e sim por eu testemunhar que alguma coisa ainda foi capaz de surgir depois do funk e da dança de rua... Você me pergunta por quê? Ok, primeiro, porque qualquer dancinha que homens e mulheres fizessem separadamente e usando outras partes do corpo além da bunda, já estava sendo automaticamente classificada como "dança de rua"; e segundo, porque, quando vi o funk, pensei: "Pronto, amantes da dança, vocês estão acabados, pois ninguém mais vai querer dançar depois de saber que uma relação sexual é considerada uma dança... todo mundo vai preferir simplesmente fazer sexo grupal ao invés de dançar... não é mais divertido?"
Por isso, vida longa ao rebolation!!! Aliás, nem sei por que chamam essa dança de "rebolation", pois ninguém rebola nada... Entenda-se por rebolar: fazer movimentos solistas de bunda, como no funk, onde as bundas são as estrelas... É algo bem irônico mesmo... e é por isso que gosto ainda mais dela. No rebolation, o estrelato das bundas é interrompido pelo movimento dos braços, pés e pernas... Se a gente assistir a um vídeo de rebolation sem áudio, pode até dar dois apelidos pra essa dança:
1-"dança da barata" - É só imaginar alguém gritando "Olha a barata!!!" e todo mundo, de repente, começa a chacoalhar as pernas, tentando perseguir e pisar na pobre baratinha, que passa ilesa por entre os pés da galera dançante, tirando onda de todo mundo que tenta achatar a coitada...
2-"dança do sabão"- Agora é só imaginar todos parados, talvez num ponto de ônibus... então aparece um gaiato e joga um balde de água com sabão pelo chão inteiro ao redor dos pés da moçada, que começa a tentar se equilibrar enquanto escorrega de um lado para o outro do local... alguns lendo jornal, outros com celular no ouvido, outros com as mãos dadas com o namorado ou namorada... (interessante, nenhum grupo de rebolation pensou em criar apresentações assim... garanto que a plateia iria à loucura...)
Como se pode ver, os machistas podem ficar tranquilos, pois nessa dança o homem não têm que ficar "quebrando as cadeiras", ou "balançando o rabo", como se diz pelo interior. E dou razão a eles, pois historicamente, esse papel na dança pertence às mulheres. Basta dar uma espiada na dança do ventre ou em certas danças indianas que a gente entende logo o objetivo: as mulheres fazem isso para seduzir os homens com os encantos do seu corpo. Mas por aí, o que a gente mais vê é muito macho requebrando a bunda... E pra quê? Atrair outro macho? É, meus caros e baratos, depois da dança ritual indígena e da break dance, o rebolation me parece ser a dança mais masculina...
Vamos rebolationar...
Fim... ou o início dele...
(http://filipaoaragao.blogspot.com)
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[imagem retirada de http://marista.edu.br/]
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